A Supremacia de Cristo: Por Que Jesus Precisa Voltar a ser o Centro
QUANDO O SENHOR JESUS OCUPA O LUGAR QUE LHE É DEVIDO
Texto base:
“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois nele foram criadas todas as coisas… Ele é antes de todas as coisas, e nele tudo subsiste.”
(Colossenses 1:15–17)
O Cristo que muitos conhecem, mas poucos se submetem
Vivemos em uma geração que fala muito sobre Jesus, mas se submete pouco a Ele.
Um tempo em que Cristo é citado, compartilhado, mencionado em discursos, canções e publicações, mas raramente entronizado como Senhor absoluto.
Muitos querem os benefícios de Cristo, mas não a Sua autoridade.
Querem o consolo da cruz, mas não o governo do trono.
É exatamente por isso que a igreja do nosso tempo precisa redescobrir — e proclamar com ousadia — a supremacia de Cristo.
Não estamos falando apenas da grandeza de Jesus, mas do Seu direito soberano de estar acima de tudo, de todos e em todas as coisas.
A supremacia de Cristo não é uma doutrina secundária.
Ela é o coração do evangelho.
Quando essa verdade é enfraquecida, todo o cristianismo se torna raso, antropocêntrico e frágil.
Mas quando Cristo ocupa o centro, tudo encontra ordem, sentido e propósito.
Este sermão é um chamado para que Jesus volte a ocupar o lugar que nunca deixou de ser d’Ele — o primeiro, o último e o absoluto.
1. O que significa a supremacia de Cristo?
A palavra “supremacia” fala de superioridade absoluta, autoridade incontestável e posição máxima.
Quando afirmamos a supremacia de Cristo, declaramos que Ele não é apenas mais importante, mas incomparável.
Não está em disputa com ninguém.
Não divide glória.
Não concorre com forças espirituais, governos humanos ou sistemas religiosos.
Cristo não é apenas parte da criação — Ele é o Criador.
Não é apenas um mestre — Ele é o Senhor.
Não é apenas um caminho — Ele é o único caminho.
Paulo escreve aos colossenses para combater heresias que tentavam diminuir Jesus, colocando-O como um intermediário entre Deus e os homens.
Em resposta, o apóstolo eleva Cristo acima de tudo, mostrando que nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2:9).
A supremacia de Cristo afirma que:
- Ele é superior aos anjos
- Ele é maior que Moisés
- Ele é antes de Abraão
- Ele é acima da Lei
- Ele é maior que qualquer poder espiritual
Cristo não é complemento. Ele é plenitude.
2. A supremacia de Cristo na criação
Paulo afirma algo poderoso em Colossenses 1:16:
“Pois nele foram criadas todas as coisas, nos céus e na terra, visíveis e invisíveis…”
Tudo o que existe encontra sua origem em Cristo.
Nada veio à existência sem Ele.
A supremacia de Cristo começa na criação, porque Ele é a causa de todas as coisas.
O universo não gira em torno do homem — gira em torno de Cristo.
A natureza não existe para nos servir apenas, mas para glorificar o Criador.
Quando entendemos isso, nossa visão do mundo muda.
A criação deixa de ser um acaso e passa a ser uma declaração da glória de Jesus.
Cada estrela no céu, cada montanha, cada oceano proclama silenciosamente a supremacia de Cristo.
O problema é que o homem moderno tenta explicar tudo sem Ele, mas nada faz sentido fora d’Ele.
3. A supremacia de Cristo sobre o tempo e a história
A Bíblia afirma que Jesus é “antes de todas as coisas”.
Isso significa que Ele não está preso ao tempo.
Ele governa o passado, o presente e o futuro.
Reis se levantam e caem, impérios surgem e desaparecem, mas Cristo permanece no trono.
A supremacia de Cristo nos lembra que:
- A história não está fora de controle
- O caos não é maior que a soberania
- O mal não tem a palavra final
Mesmo quando parece que tudo está perdido, Cristo continua reinando.
A cruz não foi derrota — foi o maior ato de governo da história.
O túmulo vazio não foi surpresa — foi cumprimento.
Se Cristo é supremo sobre a história, então também é supremo sobre a sua história.
Nada em sua vida foge do Seu conhecimento ou autoridade.
4. A supremacia de Cristo na redenção
Se na criação Cristo revela Seu poder, na redenção Ele revela Seu amor.
A cruz é a maior prova da supremacia de Cristo, porque ali Ele venceu aquilo que ninguém podia vencer: o pecado e a morte.
Paulo declara:
“E Ele é a cabeça do corpo, da igreja… para que em tudo tenha a preeminência.”
(Colossenses 1:18)
A salvação não é resultado do esforço humano, mas da obra completa de Cristo.
Nada pode ser acrescentado.
Nada precisa ser complementado.
Quando tentamos “ajudar” a cruz com méritos próprios, estamos negando a supremacia de Cristo.
A redenção só é eficaz porque Jesus é suficiente.
5. A supremacia de Cristo sobre o pecado e o inferno
O pecado tentou dominar o homem, mas encontrou seu fim na cruz.
O inferno tentou reter Jesus, mas não pôde segurá-Lo.
A morte tentou calar Sua voz, mas Ele ressuscitou.
A supremacia de Cristo se manifesta no fato de que:
- Ele venceu o pecado sem pecar
- Ele enfrentou a morte e ressuscitou
- Ele despojou principados e potestades
Nenhuma cadeia é forte demais para Cristo.
Nenhuma prisão espiritual resiste à Sua autoridade.
Quando Ele diz “está consumado”, tudo realmente se encerra.
6. A supremacia de Cristo na Igreja
Cristo não é apenas o fundador da Igreja — Ele é o Cabeça.
A Igreja não pertence a homens, denominações ou sistemas. Ela pertence a Cristo.
Quando a Igreja perde a revelação da supremacia de Cristo, ela passa a:
- Exaltar líderes acima de Jesus
- Priorizar estruturas em vez de vida espiritual
- Buscar relevância social sem santidade
Mas quando Cristo é supremo, a Igreja vive em unidade, poder e verdade.
Tudo começa e termina n’Ele.
7. A supremacia de Cristo na vida do cristão
Aqui chegamos ao ponto mais confrontador: Cristo é supremo apenas na teologia ou também na sua vida?
É possível crer em Jesus e ainda assim não se submeter totalmente a Ele.
Muitos querem Jesus como Salvador, mas não como Senhor. Porém, a supremacia de Cristo exige rendição total.
Se Cristo é supremo:
- Ele governa suas decisões
- Ele define seus valores
- Ele molda seus desejos
- Ele reina sobre seus planos
Não existe cristianismo verdadeiro sem submissão.
Onde Cristo reina, o ego morre.
8. A supremacia de Cristo nos últimos dias
A Bíblia afirma que chegará o dia em que todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é Senhor.
Querendo ou não, reconhecendo agora ou depois, a supremacia de Cristo será manifesta a todos.
Para os salvos, isso será glória.
Para os que rejeitaram, será juízo.
Hoje ainda é tempo de reconhecer voluntariamente aquilo que será inevitável no futuro.
Conclusão: Cristo não divide o trono
A mensagem da supremacia de Cristo não é confortável, mas é libertadora.
Ela confronta nosso orgulho, nossa autossuficiência e nossos ídolos ocultos.
Cristo não aceita ser apenas uma parte da nossa vida. Ele exige tudo.
Ou Ele é Senhor de tudo, ou não é Senhor de nada.
Que este sermão não seja apenas lido, mas vivido.
Que Cristo volte a ocupar o centro, o topo e o trono.
Porque quando Ele reina, tudo encontra seu devido lugar.
Se este artigo falou ao seu coração, não ignore esse chamado.
A Palavra de Deus não nos foi entregue apenas para informar, mas para transformar.
Cada verdade revelada exige uma resposta, e toda revelação carrega uma responsabilidade espiritual.
Este é apenas um dos muitos conteúdos preparados para conduzir você a uma fé mais profunda, bíblica e viva. Aqui, cada artigo é um convite à reflexão, ao arrependimento e ao crescimento espiritual — sempre com Cristo no centro, acima de tudo e de todos.
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